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Centro de apoio da Rede Cegonha, MEAC participa de Seminário de Boas Práticas

Divisão de Imprensa e Marketing - DIM
30/10/2013 17:52:54

Escolhida este ano como Centro de Apoio às Boas Práticas na Atenção Obstétrica e Neonatal, a Maternidade-Escola Assis Chateaubriand (MEAC) participou nos dias 24 e 25 de outubro do I Seminário de Boas Práticas promovido pelo Ministério da Saúde (MS).

O evento, realizado no Hotel Oásis em Fortaleza, reuniu também representantes entre diretores, coordenadores de obstetrícia, neonatologia e enfermagem de 5 maternidades da região nordeste (Santa Casa de Misericórdia de Sobral (CE), Hospital Geral de Fortaleza (CE), Hospital Geral Dr. César Cals (CE), Hospital Santa Izabel (SE) e a Maternidade-Escola Santa Mônica (AL), além de apoiadores do MS de cada estado participante. Serviços esses, escolhidos dentre as 32 maternidades prioritárias do país para as ações estratégicas de redução da morte materna.

O objetivo do evento foi estabelecer relações colaborativas nos espaços coletivos dos serviços, contribuir para a qualificação da equipe na atenção obstétrica e neonatal e ainda favorecer a troca de experiências.




Abertura do evento


Convidados a compor a mesa de abertura do evento estiveram representantes do Ministério da Saúde, do Grupo Condutor Estadual–SES, do município de Fortaleza-SMS, do Hospital Sofia Feldman (MG) e da Maternidade-Escola Assis Chateaubriand.

Eu seu discurso, o Diretor da MEAC, Prof, Carlos Augusto Alencar Júnior, falou da satisfação em participar de momentos como este. “Estamos felizes em participar, não só pela MEAC ter sido apontada como centro de apoio, mas principalmente pelo grupo de colaboradores que tem e que tentam fazer a diferença. Quando falamos em boas práticas, existem reflexões fundamentais em relação a isso, primeiro é que tudo é feito em cima de bases científicas e segundo é que estamos fazendo algo que se chama humanização e que precisamos resgatar. Humanizar é ter carinho, atenção, estar presente, é fazer a diferença e através disso reduzir morte materna e morte neonatal”, disse.

Para a Coordenadora Geral da Saúde da criança e Aleitamento Materno do MS, Raquel Rangel, participar desse momento é um privilégio e ela chama a atenção para o objetivo do encontro que é a redução das taxas de mortalidade. “Temos um trabalho que é nobre e não é fácil, afinal, estamos lidando com a vida e quando falamos em vida não podemos esquecer a mortalidade. Ainda temos grandes desafios principalmente a mortalidade neonatal, neonatal precoce e no primeiro dia de vida, além, da mortalidade materna. No ritmo que estamos, ainda precisamos pelo menos dobrar o trabalho que já estamos fazendo. Essa integração saúde da mulher e saúde da criança, é muito importante pra isso”, comentou.

Representando a Coordenadora Geral de Saúde da Mulher do MS, Maria Esther Albuquerque Vilela, Dr. Marcos Dias ressaltou a importância do evento e a chance de poder contar com o suporte do Hospital Sofia Feldman de MG como um centro de referência e também o apoio da MEAC. “O Ministério vem identificando o papel estratégico e o investimento da MEAC na transformação da assistência, na adesão às propostas e na política da Rede Cegonha”, disse.

Dr. Marcos fez questão de lembrar ainda, o que de fato é missão de uma maternidade. “A maternidade é o local onde assistimos a família no momento mais importante para suas vidas e ao longo do tempo fomos nos acostumando a achar que uma maternidade é um hospital e não é. Aqui não tratamos, aqui nos cuidamos, pois não tratamos gestante saudável, não tratamos trabalho de parto e nem recém-nascido saudável, mas sim cuidamos. Isso está associado a uma série de práticas inegociáveis, pois são a essência do cuidar”, disse ressaltando ainda o que falta para atingirmos o objetivo. “No Brasil estamos atrasados porque ainda não conseguimos efetivamente pensar que uma maternidade tem que primeiro perguntar o que uma mulher precisa, o que a família precisa e organizarmos a nossa assistência a partir dessas necessidades. Parece simples, mas infelizmente não é. Precisamos encarar a maternidade como o lugar de cidadania onde a mulher e a família são os protagonistas e que o nosso desafio é fazer com que a vivência desse momento tenha essa grandeza”, disse.

A grande contribuição prestada pelas apoiadoras do Ministério da Saúde, também foi um ponto de destaque. “Elas são muito importantes, são o Ministério dentro desses espaços, pois nos trazem as dificuldades. São as nossas parceiras”, comentou parabenizando o trabalho de todas as apoiadoras que estavam presentes ao evento.

Dr. Marcos Dias destacou por fim a importância de que as equipes realizem um trabalho colaborativo. “O trabalho colaborativo é a estrada para o sucesso. Nos melhores países do mundo os modelos de assistência ao parto e nascimento que dão mais certo, se diferenciam pela capacidade de trabalhar colaborativamente, parando e discutindo os resultados ruins”, concluiu.

 





Após os pronunciamentos seguiu-se o cronograma de ações programadas para o Seminário, com a palestra do representante da Política Nacional de Humanização do MS, Dr. Serafim Santos e o Professor, médico obstetra e mastologista membro da equipe do Hospital Sofia Feldman, Dr. Lucas Barbosa, que expôs o modelo de Atenção Obstétrica e Neonatal propostos pela Rede Cegonha. O segundo momento do Seminário foi dedicado a realização de oficina de boas práticas onde foram organizados grupos de trabalho para discutir o tema: “Evidências de Boas Práticas na Assistência”. 



VALE LEMBRAR: que a partir da identificação de experiências expressivas no território brasileiro, a MEAC, assim como outras 5 maternidades escolhidas nas demais regiões do país para serem Centros de Apoio da Rede Cegonha, foi indicada por atender a critérios como: ser 100% SUS, atender pacientes de risco habitual e alto risco, pelo comprometimento dos gestores locais e das equipes com o processo de mudança no modelo de gestão e atenção ao parto e nascimento, por oferecer ambiência adequada, acolhimento e privacidade às mulheres e seus acompanhantes, por ter enfermeiros obstetras realizando parto normal, por realizar mais de 1000 partos/ano, por ter implantado o Acolhimento com Classificação de Risco e por realizar assistência humanizada a mulheres vitimas de violência e abortamento.


OBS: As fotos do primeiro dia de Seminário estão disponíveis na galeria do site da MEAC e na nossa página no Facebook.


Fonte: Divisão de Imprensa e Marketing HUs/UFC



 
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